quarta-feira, 24 de julho de 2013

Amor à Vida...

Por que eu deveria crer em outro mundo onde há somente paz, sossego e alegria? Se nesse mundo já é possível isso, sendo ainda que tais valores "paz", "sossego", "alegria" não passam apenas de teses que só fazem sentido cada qual com suas antíteses? E ainda, desde quando precisaríamos formular tais teses e antíteses pra poder viver? A vida é tão indiferente, tão livre em relação a isso... Ela tem andado tanto em paralelo com essas ilusões do pensamento... Se queremos viver com algum bem estar, se há aí algum anseio por uma plenitude mais digna, muitas teses e antíteses terão de ser derrubadas primeiro...

                                                                                  Philip G. Mayer




domingo, 14 de julho de 2013

Amor Fati

“Eu ainda vivo, eu ainda penso: ainda tenho de viver, pois ainda tenho de pensar. Sum, ergo cogito: cogito, ergo sum [Eu sou, portanto penso: eu penso, portanto sou]. Hoje, cada um se permite expressar o seu mais caro desejo e pensamento: também eu, então, quero dizer o que desejo para mim mesmo e que pensamento, este ano, me veio primeiramente ao coração – que pensamento deverá ser para mim razão, garantia e doçura de toda a vida que me resta! Quero cada vez mais aprender a ver como belo aquilo que é necessário nas coisas: - assim me tornarei um daqueles que fazem belas as coisas. Amor fati [amor ao destino]: seja este, doravante o meu amor! Não quero fazer guerra ao que é feio. Não quero acusar, não quero nem mesmo acusar os acusadores. Que a minha única negação seja desviar o olhar! E, tudo somado e em suma: quero ser, algum dia, apenas alguém que diz Sim!"                                                    
                                                                
                                                                 F. Nietzsche (A Gaia Ciência - 1882)


terça-feira, 2 de julho de 2013

Cegueira Voluntária

"Se alguém esconde algo atrás de uma moita e depois a procura exatamente nesse lugar acabando por encontrá-la aí, não há nenhum motivo para a glorificação dessa procura e dessa descoberta. Mas é todavia isso o que ocorre com a procura e a descoberta da verdade no domínio que concerne à razão."

F. Nietzsche (Sobre a Verdade e a Mentira no Sentido Extramoral)

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